Muitos ministros deixam de perceber quando Deus está agindo de tanto que tomaram o lugar de Deus.
Aos meus amigos que juntos elevam canções, orações e suas vidas ao altar dAquele que é por todo sempre digno!
Aqui, venho compartilhar de alguns pensamentos que dividi com outros ministros em outros tempos.
O que o ministro de louvor não é:
1. O ministro de louvor não é um artista.
A palavra “artista” desenvolveu o seu significado de uma palavra grega que nós traduzimos como “hipócrita”. Ou seja, o termo “artista” veio da palavra “hipócrita”. Porque o artista finge ser o que não é, foi natural o hipócrita ser confundido como tal.
Qualquer um que finge ser o que não é, é um artista, é um hipócrita. E não existe um tipo de gente com o qual Jesus foi mais duro do que com os hipócritas. Nenhum hipócrita, por mais que receba dos homens, recebe algo de Deus e todo fingimento será julgado.
2. O ministro de louvor não é um animador/agitador de platéia.
A função do ministro não é fazer com que o povo se movimente. Às vezes o momento de louvor mais se parece com uma aula de aeróbica (perdoem-me a expressão) do que um culto ao Senhor. É o: “Vamos lá galera! Comigo assim! Vai! Vai! Um dois, um dois... Agora dois passinhos... E olhas as mãozinhas!”
E por favor, não me entendam mal, não é meu desejo ridicularizar alguém, isso é meramente ilustrativo. Se você conhece alguém semelhante, eu peço que você o ame, pois ele aprendeu assim, e ore por ele.
Mas, se você se vê como tal, eu só peço que você repense mais uma vez acerca da sua função perante o povo de Deus. Pois o povo não se reúne para ser entretido. O propósito do culto não é entretenimento, mas adoração. O povo se reúne pra que, na presença de Deus, diante da presença de Deus, haja verdadeira adoração.
3. O ministro de louvor não é um manipulador.
Aquele que é chamado de “pai da reforma” escreveu um texto significativo que trata da abscondicidade de Deus, ou seja, do fato de que Deus se esconde. Lutero tinha a clara percepção da soberania de Deus, e por ser Ele soberano, concluiu que se Deus não quisesse, Ele não se manifestava.
Você pode berrar, pular, declarar, profetizar, apelar, fazer voz de choro, mas saiba que Deus é Deus, e se Ele não quiser quem é que pode obrigá-Lo?
Você, como ministro, tem que saber que Deus não tem que se manifestar, que Deus não tem que fazer algo todas as vezes que você se coloca a tocar ou a cantar. Você e eu temos que saber que por Ele ser Deus, se Ele não quiser, Ele simplesmente tem todo o direito de não vir. Ele é Deus! É Ele quem manda!
Quando os ministros se esquecem disso, aí a manipulação acontece. Muitos ministros deixam de perceber quando Deus está agindo de tanto que tomaram o lugar de Deus. E se todas as vezes que Deus decidir não visitar a igreja você tomar à frente e buscar produzir um mover de Deus nas pessoas, se você ainda não perdeu, você logo vai perder a sensibilidade de que Deus quer tratar com a Sua igreja ausentando-se.
Isso na verdade é libertador! Receba esta palavra e seja livre de toda cobrança humana e saiba amado(a) que Deus nem sempre vem. Deus nem sempre tem que vir. Sim, a Bíblia diz que Ele está no nosso meio, mas a Bíblia não diz que Ele se manifesta sempre e em todos os lugares. Ele é Deus! Seja livre de toda tentação de manipular e gerar Deus nas pessoas.
Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito diz o Senhor.
Reconhecendo o amor em meio à disciplina e nesse mesmo amor,

Juliano Son
Formado pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo, pastor, líder do Ministério Livres para Adorar e Presidente da Fundação Livre Ser.
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