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O GUERREIRO DENTRO E FORA DOS GRAMADOS

A entrevista estava marcada para às 11h. Chegamos ao hotel, no Jardim Paulista em São Paulo praticamente junto com o Silas e família. Aguardamos pouco mais de cinco minutos e começamos o que seria, acima de tudo, um gostoso bate-papo.

 

Comum, com certeza, não resumi quem é Paulo Silas Prado Pereira, exemplo de caráter por onde passa e longe dos escândalos tão freqüentes no futebol, se consagrou em clubes como o São Paulo, onde iniciou sua carreira, Sport Clube Internacional, Vasco da Gama e outros em Portugal, Uruguai, Argentina, Japão e Itália. Após uma carreira de sucesso nos gramados, atualmente Silas é técnico do Avaí, que em seu comando chegou à elite do futebol Brasileiro em 2008, após longos 29 anos. Depois do bom ano de 2008 muitos acreditavam que iria embora, mas ele permaneceu. “Um dos meus princípios é honrar meus contratos até o final. É como um casamento”, afirma Silas.

 

Respeitado no clube e querido pelo presidente José Nilson Zunino, que faz questão de salientar que o cargo de técnico nunca esteve ameaçado, mesmo quando o time não estava bem colocado no brasileiro e até brincou ao demonstrar o desejo de ver Silas mais alguns anos no time catarinense. Tanto carinho e confiança só contribuíram para o bom trabalho que o Avaí vem apresentando e em algumas rodas já pulou da zona de rebaixamento para as primeiras colocações do campeonato.

Família, o começo de tudo...

 

Nascido em Campinas, no interior Paulista, a história no futebol e caminhada cristã estão ligadas à família. Filho de assembleiano, Silas lembra os tempos em que era acordado as cinco da manhã pelo pai para orar, e sem titubear, destaca essas orações como os primeiros frutos do que hoje é a sua vida. Aos 13 anos, em um culto da Igreja Nazareno, respondeu ao chamado missionário. Influenciado pelos dois irmãos mais velhos, nesse período começou a jogar futebol “Meu pai não aceitava muito, mas meu irmão mais velho abriu o caminho. Ele foi como um João Batista”, declara.

 

Hoje, casado com Eliana e pai de três filhos; Nathan, Carolina e Calebe, o técnico fala com orgulho que toda a família serve ao Senhor. Os dois filhos seguem os passos do pai; Nathan defende o Avaí e Calebe joga nas categorias de base do São Paulo.

 

Abaixo, confira entrevista exclusiva com Paulo Silas de Prado Pereira, um guerreiro do Senhor nos gramados.

Eu vejo que essa posição que Deus me colocou é para influenciar e o que eu mais tenho pedido para Deus é sabedoria:

 

IDEAO: Os jogadores e a diretoria sabem que você é evangélico?

Silas: Sim, na coletiva de imprensa do último jogo usei aquele versículo que diz “a alma farta pisa favos de mel, mas para a alma faminta todo amargo é doce” (Prov. 27:7). Disse também para eles que há algumas rodadas estávamos em último na tabela e agora estamos entre os melhores. Então sabemos o que é ser zombado e ouvir que nosso time entrou e cairá. Agora não é momento de pisar o favo de mel, achar que está tudo maravilha e não chegar no horário para treinar, não respeitar mais os companheiros, o sono e a alimentação. Mas tem que ser sempre com muita sabedoria e até mesmo a Bíblia fala que nos fins dos tempos os filhos das trevas seriam mais astutos que os filhos da luz e é preciso tomar cuidado. Agora, eu tenho um grupo aqui com uns 12 jogadores, que se reúnem para orar e na ocasião, digo que aqui não é o treinador e os atletas, mas sim, um grupo de cristãos.

 

IDEAO: Muitas pessoas dizem que Deus e futebol não combinam. O que você acha?

Silas: Eu acho que Deus tem haver com a gente, né? O Salmo 1 diz que tudo que ele faz prospera, desde que esse tudo seja a vontade e o plano de Deus. Hoje eu tenho 43 anos e tomei minha decisão aos 13, mas até essa idade, eu cresci em um lar evangélico. Eu não conheci outro caminho e esse tempo todo que estou no futebol Deus sempre esteve presente. Estive exposto a imoralidade, mulherada, bebida, droga, noite, dinheiro e tive oportunidade de fazer coisas erradas e nunca procurei esse caminho. Vejo que também se cumpre o que fala na palavra de Deus, que onde abundou o pecado, super abundou a graça. Lá dentro da igreja é mais fácil, o difícil é fora. Eu estou há 1 ano e meio no Avaí e recebi propostas para ganhar três, quatro vezes mais do que ganho aqui e disse não. Um dos meus princípios é cumprir meu contrato até o final. Ouço dizer: e se o clube não fizer? Eu respondo: isso é como um casamento, você é fiel, se a outra parte for infiel é problema dela.

 

IDEAO: Qual a influência da sua família na sua caminhada cristã?

Silas: Toda minha família é evangélica, tanto meus irmãos de sangue como minha mulher e meus filhos e meu pai cresceu na Assembléia de Deus. Hoje tenho certeza absoluta que muitos frutos que tenho colhido, não só na minha vida, como família e na vida dos meus filhos é resultado das orações dele. Ele orava muito e deixou muitos exemplos. Faz 20 anos que ele faleceu e ainda descubro coisas que ele fez e nunca contou para ninguém. Como por exemplo: meu pai pagou para o prefeito da cidade onde ele morava estudar, eles eram jovens e amigos e o prefeito não tinha grana. Eu encontrei o prefeito em um restaurante e ele perguntou se eu era filho do Pereira, disse que sim e ele me contou essa história.

 

IDEAO: Como foi sua conversão?
Silas: Foi em um acampamento da igreja que eu freqüento, a igreja do Nazareno. Não que até os 13 anos eu tenha desviado. Mas foi um choque mesmo, foi onde Deus falou: daqui para frente você mudará. Eu tive uma experiência e foi muito bom. Dali pra frente realmente as coisas mudaram. Tudo passou a ter um significado diferente, passei a ser um estudioso da palavra e procurava me envolver com as coisas relacionadas a vida cristã e até mesmo os atletas de cristo. Juntei o útil ao agradável.

 

IDEAO: Quais são os principais projetos dos Atletas de Cristo?
Silas: Esse trabalho não visa o reconhecimento externo. Temos, por exemplo, o Projeto Mentor, que é para o atleta que esta começando. A gente ajuda, transmite literatura, o que é bom o que é ruim, ensinamos como investir o dinheiro, quem é idôneo para te ajudar a investir, porque nessa hora aparece muito empresário. Temos o Game is Over, que é quando o cara pára de jogar e nós trabalhamos com os 10 maiores desafios da transição. Desafio físico, o cara que foi feito uma máquina de jogar, treinava de manhã e de tarde, concentração, horário para tudo, agora não tem horário para nada e não consegue dar um pique daqui a ali porque parou de jogar, mas não parou de comer. Ai vem à frustração, começa a tomar remédio, a usar droga, larga da mulher e arruma uma menina novinha, só que o dinheiro começa a acabar também. O cara que ganhou fortuna não sabe, principalmente no período de transição, ser o guerreiro que foi a vida toda. O cara mudou de país, mudou de alimentação, idioma, cultura etc. Ele perde tudo, a fé principalmente. O projeto Atletas de Cristo é fundamental na vida do atleta. Quando o Dunga foi escolher o auxiliar dele, tinha uma infinidade de nomes e quem ele foi buscar? O Jorginho, por causa da fidelidade, da lealdade, porque é um cara sério e olha só, três anos de Seleção e eles estão lá em cima.

 

IDEAO: Qual a importância da fundação Atleta de Cristo?
Silas: Na minha época não tinha coisas específicas para o jogador cristão e os Atletas de Cristo agregou à importância de falar outro idioma, da igreja na vida do atleta, de estar sujeito a autoridade de um Pastor, a importância do dinheiro e o bolso estarem convertido para Deus. Muitas vezes, o jogador de futebol sai do nada para muito em um gol que ele faz e passa a valer milhões. A falta de estrutura então passa ser o começo da queda. O que ouvimos e aprendemos passam para as gerações seguintes e por ai vai.

 

IDEAO: Você fala do Atleta de Cristo como organização. Muitos falam mal, mas seu conceito é positivo, certo?
Silas: Sim, até porque sou vice-presidente e o Jorginho, auxiliar do Dunga na Seleção, é o presidente. Atletas de Cristo é uma organização sem fins lucrativos e nós sustentamos o trabalho, são os poucos que dão muito e os muitos que dão pouco. Divulgamos também o projeto na venda de camisetas, bonés e etc. Hoje estamos mais estruturados e o Paulo Sergio assumiu a direção Executiva.

 

IDEAO: Muitos atletas buscam apoio dos Atletas de Cristo?
Silas: Sim, porque não estamos limitados só a quem é evangélico, logicamente a nossa linha é evangélica e não abrimos mão disso, só que entendemos que Deus é que vai convencer a pessoa, mas não tem melhor testemunho do que vivendo o dia a dia. E algumas vezes isso é mais do que eu abrir a bíblia e ler romanos 10:9 e 10 ou João 3:16. Eu vejo que essa posição que Deus me colocou é para influenciar e o que eu mais tenho pedido para Deus é sabedoria, e Ele tem me dado muita sabedoria dentro do campo. Eu tenho orado da seguinte maneira: Deus para eu fazer a diferença o Senhor tem que me dar à sabedoria que não dá para os outros. Eu não vou ficar com nada disso para mim, a glória vai toda para o Senhor, mas eu preciso de ferramentas. O trabalho é muito complexo, são 40 jogadores, torcida, diretoria, imprensa, planejamento do jogo etc. Deus é quem tem dado sabedoria.

 

IDEAO: Você encontrou dificuldades na igreja quando resolveu ser jogador?
Silas: Na época meu pai não queria. Eu tenho um irmão gêmeo que jogou também e é meu auxiliar técnico no Avaí. Meu irmão mais velho também jogou. O mais velho foi um João Batista que abriu o caminho para a gente. Naquela época não podia falar em futebol, cabelo comprido, brinco, essas coisas era heresia total. Agora resistência mesmo a gente encontrou nas igrejas depois de já estar jogando. Quantas vezes eu ia dar testemunho e eu sentia que o pessoal tinha sido abençoado, mas depois o Pastor falava para os meninos dá igreja não acharem que iam jogar futebol. É claro que eu sempre aprendi que a ordem na igreja é fundamental, e que tinha que respeitar o horário e a doutrina da igreja. Não podia ir lá e falar qualquer coisa e depois o Pastor ter que consertar. No começo a gente enfrentou esse tipo de dificuldade, mas hoje não. Muita gente vem pedir desculpa, porque achava que era tudo mentira e que jogador de futebol crente era papo furado, mas tudo bem.

 

IDEAO: Qual a maior dificuldade que os atletas encontram em testemunhar através de suas vidas?
Silas: Alguns realmente não são convertidos e outros acham que são, mas não são. Alguns estão no processo, mas como a vida é muito exposta, ele dá um espirro e já sai no jornal. Também existe pouca tolerância do povo cristão e nenhuma tolerância de quem não é. Eu tenho que cuidar da minha vida e sobre isso eu posso responder. Agora tem alguns pastores de atleta que não ajudam. Porque o cara é um símbolo lá na igreja o Pastor fica com receio de chegar no cara e falar que o que ele fez está errado. Às vezes o Pastor fica com receio de exortar o cara e acompanhar como está a vida cristã e como não está. Se está orando, buscando, como está a família. Eu, por exemplo, estou em Florianópolis e minha família está em Valinhos, só meu filho mais velho que esta comigo lá, e os pastores estão sempre me ligando, ligando em casa, cuidando e isso é muito legal.

 

IDEAO: Você acredita que Deus levanta jogadores com ministério para alcançar outras vidas?
Silas: Sem dúvida nenhuma e eu sou um desses. Eu sou Pastor e tive licença na igreja e depois fui ordenado. Recentemente fizemos uma reunião em casa e dois dos jogadores estão operados, um deles é o “Pastor” do Atletas e chegou no time, mas, praticamente, não jogou. O William, um outro jogador nosso, sentou do lado dele e eu via a admiração do William para com ele. Tinha uma cumplicidade e eles escutando a palavra de Deus. Existe dentro do próprio grupo o que a Bíblia fala mesmo que Deus chama uns para exortação, outros para a adoração, outros para o louvor, e outros para palavra, para ministério profético. Eles vão às igrejas e pregam, isso é muito legal.

 

IDEAO: Você tem outros projetos ministeriais?
Silas: Esse trabalho com os Atletas de Cristo consome bastante tempo, tem os grupos locais. E nós não somos só responsáveis espiritualmente, mas também financeiramente. Nós fizemos com o clube o DVD de acesso a série A e parece um DVD de igreja, o que tem de testemunho. Até a gente tem sofrido muita perseguição lá por causa disso, porque não tem uma pessoa em Santa Catarina que não ouviu falar do evangelho e esse filme passou no cinema, era para passar 1 semana e ficou 1 mês. Tem testemunho dos atletas, a campanha, as coisas como foram acontecendo, até as esposas deram testemunho. Foi uma coisa natural, não teve como cortar. Foi muito espontâneo e nós saímos do cinema falando a mesma coisa, quem tinha que ser glorificado foi, e era Deus. Nós ficamos em segundo plano.

 

IDEAO: As dificuldades que você encontra como técnico são diferentes da que você encontra como jogador?
Silas: A minha condição hoje é aquele Pastor supervisor, por exemplo. Não que eu não coloque a mão na massa, mas tenho que ficar liderando, sabendo a hora de cortar. E eu levei um missionário para lá, o Jonny Monteiro, quando eu cheguei em São Paulo com 16 anos ele já estava aqui trabalhando na formação de atletas. O Jonny é Paulo mesmo, é missionário. Ele trabalha nas categorias de base, mas não trabalha para o clube ele trabalha para gente. Ele entende a linguagem do esporte precisa saber quando chegar, quando sair. E como ele é um cara de 60 anos ele se relaciona bem com a diretoria do clube e eu preciso falar aqui você vai, aqui você não vai. È um filho de 60 anos.

 

IDEAO: Você sente que os jogadores são abertos para ouvir do evangelho?
Silas: Sim e nós temos que ficar atentos ao que acontece com eles. Por exemplo, semana passada a esposa de um jogador perdeu o bebê e quando acontece essas coisas oramos pela família. È uma oração curta, mas eles vêem que nós nos interessamos por eles. Eu liguei para a esposa dele na frente dele e depois as outras esposas a acompanham também. Tem aquele versículo que diz “ama o amigo na alegria que na hora da angústia nasce o irmão.”

 

IDEAO: Quando você decidiu que queria jogar futebol, foram oportunidades que surgiram ou você tinha o propósito de levar o evangelho?
Silas: Deus abriu as portas mesmo, escancarou. Agora, eu me lembro que fui num congresso da nossa Igreja no Anhembi, um Pastor equatoriano fez um apelo missionário e eu fui lá para frente. Eu devia ter uns 13 anos e hoje eu vejo que fui induzido pelo Espírito Santo, porque eu levantei e fui como se tivesse alguém me levando pela mão. Eu acho que dentro dos planos de Deus para minha vida estava essa situação. E os Atletas de Cristo, por exemplo, é um grão de mostarda perto da International Sport Coalizion que é a coalizão internacional de todos os ministérios Esportivos do mundo, são mais de 120 países que participam. Todo ano, prévio aos grandes eventos como copa do mundo, olimpíadas, pan-americano, copa América etc, a gente se reúne para definir as coordenadas de evangelismo para esses eventos, seja hospedar família de atleta até a literatura e o que nós vamos produzir para esses eventos. Testemunhos, vídeos, é uma grande rede. É a FIFA para o mundo evangélico.

 

IDEAO: Diga seis atletas que são realmente crentes:
Silas: Jorginho, Kaká, Alex Dias Ribeiro, Lucio Flávio, Roberto Brum, Eu e o Taffarel. Mas veja bem, são muitos viu?

 

Histórico no futebol - clubes em que atuou

 

• 2008 / atual - Avaí (SC)
• 1985 / 1988 - São Paulo (SP)
• 1988 / 1990 - Sporting - POR
• 1990 / 1990 - Central Español-URU
• 1990 / 1991 - Cesena - ITA
• 1991 / 1992 - Sampdoria (ITA)
• 1992 / 1993 - Internacional RS (RS)
• 1993 / 1993 - Vasco (RJ)
• 1994 / 1996 - San Lorenzo - ARG
• 1997 / 1998 - São Paulo (SP)
• 1998 / 2000 - Kioto Sanga-JAP
• 2000 / 2000 - Atlético-PR (PR)
• 2001 / 2001 - Rio Branco PR (PR)
• 2001 / 2001 - Ituano (SP)
• 2001 / 2002 - América-MG (MG)
• 2002 / 2002 - Portuguesa Santista - SP (SP)
• 2003 / 2004 - Internacional-SP (SP)

 

 

Rápidas do guerreiro do Senhor

- Silas era um dos “Meninos do Morumbi” quando jogou pelo São Paulo. O grupo contava ainda com Muller, Sydney e Careca que fizeram história com a camisa tricolor, nos anos 80.
- Nas duas passagens dele pelo São Paulo Futebol Clube foram 171 jogos e 35 gols marcados.
- Em 1988 foi contratado pelo Sporting de Portugal.
- Pela Seleção Brasileira destacou-se na disputa da Copa América de 89, na qual sagrou-se campeão e na Copa do Mundo do ano seguinte, na Itália. Não sendo titular nesta última.
- Já em 1994, Silas seguiu para o San Lorenzo e lá se tornou ídolo da torcida argentina. O meia foi um dos principais jogadores do time na conquista do Torneio Clausura de 1995.
- Dois anos depois retornava ao Brasil, mas não conseguiu ser o mesmo jogador dos tempos de "Menudos de Morumbi”. E em 2003, encerrou a carreira no Internacional de Limeira.
- Depois de se aposentar como jogador partiu para o comércio. Tornou-se empresário com franquias de pastéis, mas não conseguiu ficar muito tempo longe do futebol.
- Em 2008, assumiu o comando técnico do Avaí.
- Nesse mesmo ano, Silas recebeu o troféu Gustavo Kuerten, eleito o melhor técnico de Santa Catarina, fruto de seu desempenho à frente do Leão, o time chegou sob seu comando a primeira divisão do campeonato brasileiro em 2009.
- Jogos pela Seleção: 37 jogos, 22 vitórias, 6 empates, 9 derrotas, 1 gol
Copas do Mundo: 4 jogos, 2 vitórias, 1 empate, 1 derrota.

 

Principais Títulos

 

Campeonato Paulista: 1985, 1987, 1998
Campeonato Brasileiro: 1986
Copa Stanley Rous: 1987
Copa América: 1989
Campeonato Gaúcho: 1992
Copa Brasil: 1992
Campeonato Carioca: 1994
Campeonato Argentino: 1995
Campeonato Paranaense: 2000
Campeonato Catarinense: 2009

 

Eu não conheci outro caminho e esse tempo todo que estou no futebol Deus sempre esteve presente. Estive exposto a imoralidade, mulherada, bebida, droga, noite, dinheiro e tive oportunidade de fazer coisas erradas e nunca procurei esse caminho.

 

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Jan / Fev. 2010 - Ed.13

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